OUTRAS DÚVIDAS COMUNS SOBRE IMPLANTES DENTÁRIOS

EXISTE UMA IDADE LIMITE PARA COLOCAR IMPLANTES ?
Desde que as condições gerais do candidato a implantes não contra-indiquem uma cirurgia de pequeno a médio porte, não existe nenhuma limitação quanto à idade para recebimento de implantes dentários.
IDOSOEm países do primeiro mundo, onde os cuidados com a saúde bucal são maiores, a maioria dos que recebem implantes tem idade mais avançada, visto que é somente nesta faixa que perdem seus dentes. Existem na literatura citações de vários pacientes que se submeteram a implantações em idades acima dos 80 anos.�
Mesmo não havendo restrições e sendo os riscos quase inexistentes neste tipo de cirurgia, sempre é oportuno consultar o médico que habitualmente esclarece o paciente sobre a oportunidade cirúrgica e possíveis precauções a serem tomadas.
Em pacientes com mais idade, os resultados costumam ser melhores pela colaboração psicológica, determinação e seguimento correto das orientações, além do fato de que, para esses pacientes, as expectativas não são excessivamente otimizadas.

CRIANÇAS TAMBÉM PODEM RECEBER IMPLANTES ?
A partir do momento em que completarem o período de crescimento ósseo facial, o que pode ser determinado por estudos de cefalometria feitos por ortodontistas, crianças estão aptas para receber implantes.
A razão pela qual deve ser aguardada a idade óssea ideal não é o metabolismo, mas sim a possibilidade de os implantes, colocados antes desta idade sofrerem modificações quanto à sua posição pelo próprio crescimento, o que pode vir a alterar o planejamento da prótese.
Se outros motivos mais fortes determinarem a implantação antes desta idade, os resultados quanto a osseointegração dos implantes serão iguais ou até melhores do que em pacientes de mais idade, visto que as respostas de organismos mais jovens são melhores.
Existe caso relatado na literatura implantológica brasileira, onde é mencionado um caso de paciente de quatro anos de idade. Este dado é importante para eventual necessidade de implantação antes de completado o período de crescimento facial.

QUEM TEM DIABETE PODE RECEBER IMPLANTES ?
O diabetes não é uma contra-indicação absoluta para a colocação de implantes dentários. O importante é o paciente a ser implantado nestas condições mantê-la controlada, especialmente durante o período de osseointegração.
Relatos de insucessos de implantes em pacientes diabéticos estão quase sempre relacionados a pessoas que desconheciam o problema e o implantodontista não teve sua atenção voltada para o detalhe, provavelmente por falta de exames de sangue pré operatórios ou por pacientes que, na época dos exames, mantinham-na controlada e por motivos alheios a vontade ou desatenção, descompensaram justo durante o período da osseointegração.
Não existe perda ou problema maior nestes casos. O prejuízo maior é a perda do implante, o que não impede que seja realizada uma nova implantação que, se ocorrer em condições ideais, tem todas as possibilidades de ser bem sucedida.
Como os implantodontistas preocupam-se com uma série de detalhes antes da implantação, é recomendável que os pacientes nesta condição, já na primeira consulta, revelem o fato e realizem um controle mais estrito nos meses seguintes à colocação dos implantes.

PODE-SE PÔR IMPLANTE QUANDO QUEBROU A RAIZ DO DENTE ?
Não somente é possível, como esta é a situação ideal para a colocação de implante. Sempre que os implantes puderem ser planejados antes da perda do elemento dental e colocados no mesmo ato de remoção, logo após a extração, esta é a situação de melhor prognóstico.
O que leva a esta vantagem é o fato de, nesses casos, ser mínima a perda óssea e mantido o osso alveolar que dá suporte aos dentes. Mantido este osso, as gengivas continuarão em sua posição habitual e mais facilmente o cirurgião-dentista conseguirá manter contornos e papilas, tão importantes para a estética quanto o próprio dente.
Na Odontologia moderna, onde o paciente tem melhores expectativas e maiores exigências, este deve também ter a responsabilidade de conhecer melhor a sua parcela de colaboração para o resultado adequado de seu tratamento, conhecendo o que é melhor para ele e quando é possível oferecer o melhor trabalho.

A MENOPAUSA INTERFERE NO RESULTADO DA IMPLANTAÇÃO ?
A principal participação do fenômeno da menopausa no que se refere a implantes dentários é o fato de que mulheres neste período têm menor produção de cálcio, que é um ingrediente fundamental da reparação óssea e o princípio básico da osseointegração.
A menopausa por si só não contra-indica a implantação, mas deve servir de indicador de atenção para com seus envolvimentos. Poucos casos extremos, como a osteoporose, contra-indicam a colocação de implantes.
Recursos modernos, como a densitometria óssea, devem ser usados quando houver suspeitas de risco ou simplesmente para proporcionar maior segurança, tanto ao paciente como ao profissional.
Reposições do teor de cálcio hoje são possíveis por terapêutica medicamentosa e a própria osteoporose tem hoje tratamento adequado e compensador, principalmente quando identificada em tempo oportuno. A colocação de implantes é boa oportunidade para realização de exames em forma de um check-up.

AS DOENÇAS DAS GENGIVAS IMPEDEM A COLOCAÇÃO DE IMPLANTES ?
A principal causa da doença das gengivas que leva à formação da placa bacteriana é a má higiene oral. Pacientes relapsos ou desorientados quanto aos recursos e necessidade de uso de escova, fio dental, escova unitufo, escova e higienizador interdental, fita dental, super floss e toda a gama de dispositivos para a adequada higiene oral, fatalmente perdem seus dentes por má ou pobre higienização.
Provavelmente, se mantida a mesma atitude, perderão também seus implantes pelo mesmo motivo. Boa conscientização é pensar que a primeira e segunda dentição foram cortesias do Criador e que nada pagamos por elas. A terceira dentição, além de paga é relativamente custosa, o que nos deve levar a valorizá-la mais e cuidar para mantê-la, através de uma ótima higiene oral.
Os periodontistas (especialistas em doenças da gengiva) dispõem de programas de higiene oral com orientação segundo o grau de risco que cada paciente apresenta. São boa forma de manter melhor seus dentes ou implantes.

PACIENTES CARDÍACOS TAMBÉM PODEM SER IMPLANTADOS ?
Como se trata de possíveis contra-indicações gerais, que saem da área de domínio do profissional da Odontologia, deve ser buscada a acessoria do médico cardiologista.
De acordo com o estado do paciente, as contra-indicações de ordem médica podem ser crônicas (que impedem a cirurgia para sempre) ou temporárias (permitem a cirurgia após cessada a causa que a impedia).
A oportunidade cirúrgica será determinada em função do estado atual do paciente, grau de necessidade da cirurgia e seu risco, por quem acompanhe o paciente há tempo suficiente para uma avaliação adequada.
Devem ser tomadas as devidas precauções para monitoramento cardíaco, de preferência com a presença do cardiologista do paciente, se a cirurgia for de porte médio.

HIPERTENSOS PODEM RECEBER IMPLANTES ?
O risco não é a própria cirurgia, pois ela em si em nada interfere na presão arterial e seus determinantes. A cautela maior, e que é sempre motivo de preocupação, é a possibilidade de que hipertenso, desnecessariamente atemorizado, tenha algum acidente cardiovascular durante o ato cirúrgico.
Por precaução, deve o paciente portador de hipertensão revelá-la ao cirurgião-dentista antes da intervenção e buscar, com seu próprio médico, orientação adequada, preparatória à cirurgia. Para os casos simples, um diurético e um relaxante podem, sob orientação médica, ser a solução.
Um depoimento: nas duas cirurgias para colocação de implantes a que me submeti, na primeira era hipertenso e não sabia (pouco tempo depois, foi confirmada a hipertensão); na segunda, já sabedor e com a pressão controlada, nenhuma alteração ocorreu e os implantes estão perfeitamente osseointegrados. Do ponto de vista do metabolismo, nenhuma interferência ocorre na reparação óssea ao redor dos implantes.

O FUMO ATRAPALHA NO SUCESSO DOS IMPLANTES ?
Sim, e muito. Experiências na área de tratamento das gengivas têm mostrado que os fumantes, principalmente os que fumam em excesso, têm uma reabsorção maior, desde que tenham doença periodontal.
Fumar provoca uma vasoconstrição periférica, o que pode afetar os primeiros estágios da cicatrização, período importante em que o implante deve permanecer inerte e protegido, justamente para que haja uma boa cicatrização dos tecidos moles (gengiva). Além disso, fumar eleva a temperatura que, junto com a fumaça, irrita os tecidos que estão cicatrizando.
Se o candidato a implantes for fumante do tipo inveterado, é recomendada uma preparação antes da cirurgia, com significativa redução e interrupção se possível, para que no período em que fumar for desaconselhável, este candidato tenha condições de se abster do vício durante os três meses após a cirurgia, enquanto se processa a osseointegração.
Considerando-se que a maioria coloca implantes na fase dos “enta” (acima de 40 anos), e como ex-fumante depois de 25 anos de vício, a melhor sugestão é usar a colocação dos implantes como mais um bom motivo para parar de fumar.

GRÁVIDAS PODEM RECEBER IMPLANTES ?
gestanteTodo e qualquer procedimento cirúrgico nos três primeiros meses da gravidez não é recomendado, em função dos riscos quanto a uma possível interrupção da gravidez.
Como critério, se a implantação não for de emergência, necessária e inevitável (casos de acidentes  com perda traumática dos dentes), a implantação neste período não é aconselhável.
Soma-se a isso o fato de haver alteração na taxa hormonal, que se por um lado não é determinante de insucesso nos implantes, por outro é um risco a mais, principalmente se desnecessário.
Considerar que, após o parto, a mulher terá um adequado período de disponibilidade (a osseointegração em geral envolve três a quatro meses) e principalmente tranqüilidade para colocação dos implantes, incluindo dieta especial e fator psicológico positivo.

QUEM JÁ USA DENTADURA PODE PÔR IMPLANTES ?
Do ponto de vista do paciente e de seu grau de satisfação com os resultados obtidos com os implantes, indiscutivelmente os mais realizados com a prótese fixada por implantes são os realizados em pacientes que usavam dentaduras completas, também conhecidas como próteses totais.
Ao contrário do que possa parecer, a colocação de implantes em pacientes nestas condições é mais simples, rápida e menos onerosa, se comparada a outra necessidade com igual número de implantes. Na quase totalidade dos casos, o sucesso é atingido.
A razão de tanta satisfação nesses pacientes é, na sua maioria, a dificuldade de mastigação. A instabilidade da prótese, principalmente a inferior, é muito grande, a fonética também é prejudicada bem como o lado psíquico pelo uso da dentadura. Estes fatores colaboram para a desadaptação.
Em alguns casos, quando as próteses totais são boas e executadas dentro de bons princípios, podem ser aproveitadas mediante pequenas adaptações ou usadas como provisórias, desde que sejam de agrado do paciente.

Continua…

Fonte: Odontex